Quem somos

Somos de pessoas

Não. Este não é o típico “sobre nós” a que todos estamos habituados. Isto é mesmo sobre nós, enquanto pessoas. Antes de dizermos o que fazemos ou como fazemos, consideramos que é muito importante que nos conheça um pouco — o nosso contexto, o que gostamos de fazer, de onde somos, onde estamos e para onde queremos ir. Porque nós, ainda antes da Inside Creators, somos pessoas — e estamos em crer que a vida assim tem mais sentido.

Somos dois. Somos do sentir, crescemos fora da cidade e temos o nosso escritório na terra. Perto daqueles de quem mais gostamos. Da natureza, do ar puro e do silêncio da noite, para podermos definir a nossa linha de pensamento. Alinhá-la. E também porque aqui vemos sempre melhor as estrelas e podemos apreciar o luar de outra forma.

Crescemos na geração remodelada. Naquela que apanhou a transição para o digital, ainda na sua adolescência. Tivemos, na nossa infância, fornos a lenha, livros, jogos de futebol na estrada à frente da nossa casa, amigos a cravarem o lanche às nossas mães a meio das tardes de brincadeira. Tivemos a paciência e o amor das nossas avós para connosco. Os curativos das nossas mães quando nos espalhávamos ao comprido nos jogos da apanhada ou a andar de bicicleta.

Tínhamos enciclopédias e livros para consultar para os trabalhos da escola. E à falta deles, íamos à biblioteca municipal procurar. Esperar pela nossa vez de utilizar o computador quinze minutos. E gostávamos! O Google ainda era só uma ideia a nascer e os computadores demasiado caros.

E depois vieram coisas novas, que entraram devagarinho nas nossas vidas. Os primeiros computadores pessoais, que mais pareciam armários de cozinha. O barulho ensurdecedor mas mágico dos velhinhos modems de 56 kbps a ligarem-se à internet. O suspense de entrar nas salas do mIRC para vermos se os nossos amigos estavam por lá, para conseguirmos teclar um pouco ou conhecer novas gentes. Puseram-nos o Tamagotchi nas mãos — a responsabilidade de cuidar de um animal de estimação digital, que naquela altura requeria uma atenção constante! — e nós estivemos à altura de tamanha tarefa. Até que a pilha se acabasse.

Deram-nos o primeiro telemóvel, já nós sabíamos resolver o Teorema de Pitágoras e recitar Os Lusíadas, e fizemos o favor de gastar muitas baterias a jogar ao Snake. Vieram as PlayStations com os seus jogos espectaculares, mas continuámos a ir ao café com os nossos amigos e a descobrir que o mundo à noite tem outra cor. Especialmente quando se esquecem os telemóveis durante umas horas.

E depois crescemos de repente e fizemos o nosso boom, juntamente com as novas tecnologias. Vieram os portáteis e a internet quase à borla. Os smartphones, que não nos deixam estar incontactáveis. As novas apps da moda — assistimos à ascensão do Facebook e aos burburinhos de conversa nos corredores da faculdade quando o Instagram apareceu. Estudámos e formámo-nos enquanto o crescimento tecnológico acelerava a um ritmo nunca antes visto.

Hoje

Hoje, mais do que formados, sabemos o que somos e de que somos feitos. Somos portugueses, gostamos de um bom vinho e do bacalhau a nadar em azeite. Do torricado com bastante sabor a alho. Da alheira assada, da mão-de-vaca feita pelas mãos mais enrugadas e sábias do restaurante mais antigo da aldeia. Do cheiro do pão quente acabado de fazer, no domingo de manhã. Do bolo a sair do forno, quente e pronto a ser devorado, preferencialmente cheio de sorrisos por perto. Achamos que não há cheiro como o do mar. E a fruta é apanhada da árvore.

Também rachamos lenha e acendemos a lareira nos dias de Inverno, porque gostamos de estar na temperatura ideal para pensar, para trabalhar. Ou para jogarmos uma boa sueca com casa cheia. Para fazer e refazer as estratégias, se preciso for. Para pôr mais uma cavaca a crepitar, se a ideia ainda não estiver a gosto. Ou para ficarmos tranquilos, porque acreditamos que a vida não pode ser só vivida na correria.

E há serões onde decidimos entrar em “modo voo” e ficamos pelo antigo vinil, a curtir as nossas músicas que por vezes têm o dobro ou o triplo da nossa idade. A rever as fotografias impressas, depois de reveladas dos rolos de 35 mm. A escrever, em papel e com as canetas que mais apreciamos, com os portáteis desligados e arrecadados no canto da sala.

Mas também gostamos de dar uns belos mergulhos no Verão! De calçar os chinelos, pegar na toalha de praia, no bronzeador e fazer 400 km se a vida assim nos alinhar. Se for para ver um pôr-do-sol, até equacionamos meter-nos num avião de um dia para o outro. E se for para ir mergulhar na piscina dos nossos amigos, contem connosco — levamos a cerveja gelada, a boa disposição e o saber que, independentemente da temperatura da água, estamos onde queremos estar. E se não houver piscina mas houver vontade de fazer uma, o entusiasmo será o mesmo. Está tudo bem: contem connosco.

Absorvemos o necessário e também nós gostamos de umas horas de internet e redes sociais, de estudar as novas tecnologias e tudo o que elas trouxeram e trazem, e de novos desafios. De pegar na máquina fotográfica e ir disparar por esse mundo fora. De ler os livros mais antigos da estante, mas também de comprar os acabadinhos de sair, pelos novos meios todos cheios de tecnologia — mas que mandam entregar as coisas pelo Sr. Vítor, dos CTT. Se há dias que nos apetece o vinil, também temos a nossa playlist no Spotify.

Somos uma mistura do que consideramos importante. Do que trazemos do passado, mas com o olhar certo neste futuro cada vez mais digital, que já ninguém deve ou pode ignorar. Continuamos a cuidar dos nossos companheiros de quatro patas como família, com o Tamagotchi na gaveta sem pilha — mas sabemos que este também foi importante e teve o seu devido papel nas nossas vidas. Continuamos a ligar a televisão para ver o telejornal e acompanhar o mundo, mas sabemos que as notificações do Observador e do Público nos mantêm alerta. Vamos dançar com os nossos amigos sempre que podemos, mas temos plena noção da facilidade que o WhatsApp trouxe em estarmos todos mais perto uns dos outros. Adoramos os reencontros de amigos nas festas da vila, mas temos plena consciência de que o Facebook encurtou milhares de quilómetros a meros segundos.

Estamos naquela idade a que as pessoas gostam de chamar jovens-adultos. Nós cá, até gostamos. Somos jovens, sim — gostamos de colocar muita coisa em causa, somos inconformados, queremos sempre o melhor de tudo, somos teimosos e perseguimos com unhas e dentes o que queremos. Gostamos de viajar, de parar, de conduzir horas a fio, de ficar acordados noite dentro, de dançar.

E também somos adultos. Responsáveis. Com verdade. Comprometidos com os prazos. Somos justos connosco — para o sermos consigo. Somos responsáveis e reais no que é possível fazer, dentro das datas que estão em cima da mesa. Não fugimos para lado nenhum e atendemos os nossos telemóveis. Respondemos aos emails. Gostamos de ter conversas sinceras e honestas. Pertencemos a este novo mundo, sim. Mas temos os pés bem assentes na terra, nos nossos valores, no que achamos que é mais importante acima de qualquer época ou transição, seja ela digital ou de outra forma qualquer: as pessoas.

Somos de pessoas.

A empresa

Sobre a Inside Creators

Agora que já leu um pouco sobre quem somos como pessoas, está na hora de perceber o que somos como Inside Creators.

A Inside Creators existe para ajudar pessoas e marcas a comunicarem nos ambientes digitais. Ajudamos nos processos e ideias de como criar conteúdos, adoramos escrever, sabemos quando e como devemos fazê-lo e somos criativos na forma como gerimos todo o processo. O principal objectivo de tudo isto? Criar uma personalidade para a marca, para que possa ser reconhecida e lembrada, e para que o negócio se aguente cada vez melhor sozinho — para um futuro mais tranquilo e com maior sucesso para todos.

Ao longo do nosso percurso até aqui, sempre nos deparámos com pessoas e negócios incríveis. Daquelas que pegam em coisas que aparentam ser banais e as transformam em algo mágico, cheio de vida e de amor. Pessoas com uma força de vontade tal, e um acreditar nos seus produtos e negócios, que ficamos admirados e gratos de termos tido oportunidade de por ali passar.

E temos a certeza de que isto acontece com muitos de nós. Quantas vezes pensamos, depois de determinada experiência, que aquele produto, lugar ou contexto merecia um lugar de destaque em todos os Facebooks e Instagrams do mundo, para que as pessoas pudessem conhecer verdadeiramente a paixão que sentimos naquele determinado sítio? Para que todos pudessem experienciar aquele momento único, tal como nós.

Por vezes, e cada vez mais, ter um produto ou serviço de excelência não chega por si só. Acreditamos que é condição indispensável para se ter sucesso, mas nos dias que correm há muitos mais factores a ter em conta. E é aqui que entram as novas tecnologias e o mundo digital. E também a Inside Creators.

Podemos não saber fazer a melhor compota de morango da região. Podemos não produzir os melhores queijos ou o melhor vinho caseiro para acompanhar as tardes de sábado. Não temos a experiência nem a sabedoria necessárias para abrirmos um negócio de impressão e grafismo. Não sabemos por onde começaríamos o percurso se quiséssemos agora abrir uma pastelaria com produtos frescos.

Mas conhecemos quem tenha tido a coragem — e sobretudo o amor — de dar esse passo. De ter arriscado e de ter feito o seu percurso. E nós podemos não ser bons nem excelentes, nem queremos ser, a fazer qualquer uma destas actividades. Mas há uma coisa em que temos a certeza de que somos mesmo bons: comunicar.

Somos justos. Somos qualificados. Somos, também nós, apaixonados por aquilo que fazemos. Somos criadores e temos muitas ideias. Somos comprometidos e realistas. Traçamos objectivos reais e enquadrados dentro daquilo que é a realidade de cada negócio. E, acima de tudo, estamos aqui para ajudar as pessoas — para que a transição para o digital, que já é imperativa, seja tranquila e traga sucesso e todas as oportunidades que estas novas tecnologias vieram trazer.

Sabemos que a maioria destas pessoas, que detêm negócios e marcas tão especiais e cheias de amor, está focada naquilo que sabe fazer melhor. Nós, Inside Creators, estamos cá para ajudar a espalhar e a fazer chegar este amor através da criatividade da nossa comunicação.

Como isto começou

Primeiro que tudo, somos dois apaixonados por aquilo que fazemos. E impulsivos. E inconformados com o que sabemos, e ainda mais com o que não sabemos. E queremos sempre respostas para os nossos problemas. Quando as temos, fazemos o favor de resolver as coisas. E quando não temos o que queremos, vamos à procura. Nem que seja ao fim do mundo. Mas havemos de lá chegar.

De um lado está a paixão pela Comunicação e pelo Marketing. Do outro, misturou-se a Informática.

“Sabes, trabalhamos tão bem para as nossas empresas e temos uma capacidade de trabalho tão boa que devíamos tentar algo para nós e para aqueles que queremos. Que gostávamos de trabalhar.”

“E porque não tentamos?”

Mas sabe? Não foi fácil. Esta conversa deu-se anos antes de nos atrevermos. Só em finais de 2021 demos o passo — e porque nos deram um empurrão. Porque deste lado estão dois apaixonados pelo que fazem, mas também estão dois super conscientes, daqueles que pensam tudo vinte vezes antes de fazer — se vamos fazer alguma coisa, temos que fazer a mil por cento. Os cem são pouco.

E tentámos imensas vezes. “Qual será o melhor nome? Tem que ser perfeito. E como apresentamos a proposta? E as cores que queremos? Abrimos o Facebook ou o Instagram? E que valor vamos cobrar? Não temos a mínima ideia disto!” Muitos pensamentos correram. E muita indefinição. Se havia dias em que estávamos quase quase, vinham outros em que tudo nos parecia mais distante e que a ideia iria morrer na praia.

“Inside Creators.”

“Não soa mal. Até que é cool…”

E cá estamos nós. Nesta caminhada que entretanto já ganhou estrada. De comprometimento e de aprendizagem. De perguntas, e de encontrar as respostas certas para os desafios que nos são propostos.